15/02/2021

Os conceitos da computação em nuvem

Por wcalazans

Nem todo mundo é um DevOps Engineer e Cloud Architect; mas todo administrador de negócios deve ter boas noções sobre computação em nuvem e saber que ela é a melhor maneira, hoje em dia, de administrar seus negócios.

A possibilidade de melhorar os negócios é algo que atrai todos os tomadores de decisões em todo o mundo. Quem pensava que a nuvem um dia seria considerada a ferramenta que iria guiar o processo de digitalização do mundo, acertou em cheio.

A virada do milênio, início dos anos 2000 será sempre lembrada como o marco do ritmo cada vez mais acelerado do progresso tecnológico. Vinte e um anos depois, as tecnologias novas e antigas estão tão próximas como nunca antes. O aumento quase incontrolável do conhecimento humano leva a infinitas possibilidades de inovações. A busca pelo próximo grande sucesso parece não ter fim.

A computação em nuvem já está sendo seguida pela inteligência artificial e pelo blockchain. Essas infraestruturas permitem que a maioria das novas tecnologias possam nascer e se desenvolver totalmente baseada em grandes dados (big data) e inteligência.

Em outras palavras: os servidores que fazem parte da tecnologia de nuvem, mantêm os dados que a IA pode acessar e usar para tomar decisões e aprender coisas como estabelecer um diálogo virtual de atendimento com um cliente. Mas, à medida que a IA aprende isso, ela pode transmitir esses novos dados de volta para a nuvem, que podem ajudar outras IAs a aprender também. E isso vale para o blockchain e outras tecnologias baseadas em dados.

A computação em nuvem não é apenas a ferramenta de digitalização por excelência, ela é onipresente e desempenha, sem dúvida, um papel fundamental no progresso tecnológico de hoje.

Simplificando: a computação em nuvem é a entrega de serviços de computação – servidores, armazenamento, bancos de dados, rede, software, análise e muito mais – pela Internet (“a nuvem”). As empresas que oferecem esses serviços de computação são chamadas de provedores de nuvem e normalmente cobram pelos serviços de computação em nuvem com base no uso, semelhante à forma como você é cobrado pela água ou eletricidade em sua casa.

Quer você execute aplicativos que compartilham fotos com milhões de usuários móveis ou dê suporte a operações críticas de negócios em sua organização, a nuvem é uma tecnologia que fornece acesso rápido a recursos de TI flexíveis e econômicos. Quando se trata de computação em nuvem, você não precisa investir em hardware antecipadamente ou gastar muito tempo com o gerenciamento deles. Em vez disso, você pode fornecer o tipo e o tamanho exatos dos recursos de computação necessários para implementar seus projetos ou operar seu departamento de TI. Você pode acessar quantos recursos precisar quase imediatamente, pagando apenas pelo que usar. A computação em nuvem oferece uma maneira fácil de acessar servidores, armazenamento, bancos de dados e uma gama completa de serviços de aplicativos pela Internet.

Provedores de nuvem, como Amazon Web Services, Microsoft Azure, Google Cloud Platform, operam e gerenciam o hardware, fornecendo os recursos que você precisa, por meio de um aplicativo de interface da web.

Vantagens da computação em nuvem

A nuvem se tornou uma tecnologia que influencia o dia a dia de todos. A adoção de suas soluções e serviços apresentam uma série de vantagens e benefícios, entre outros:

  • Custos de operação e manutenção de data centers: permite focar em projetos que diferenciam sua empresa no mercado, não em infraestrutura.  A computação em nuvem permite focar nos clientes, em vez de configurar e operar servidores.

  • Velocidade e agilidade: em um ambiente de computação em nuvem, novos recursos de TI estão sempre a apenas um clique de distância. O tempo necessário para implantar esses recursos será reduzido para minutos. Isso leva a um aumento notável na agilidade da empresa. Na verdade, os custos e as despesas com experimentos e desenvolvimento diminuem substancialmente.

  • Opte por custos variáveis em vez de custos de investimento: em vez de investir pesado em data centers e servidores, a computação em nuvem torna possível trabalhar pagando apenas pelos recursos de computação que são realmente usados.

  • Capacidade flexível: não há mais incertezas na determinação dos requisitos de capacidade da infraestrutura. Os clientes podem acessar tanta ou tão pouca capacidade conforme necessário e essa capacidade pode ser ajustada à sua demanda, em curto prazo conforme desejado.

Tipos de serviços em nuvem

A computação em nuvem consiste em três tipos principais, comumente chamados de:

  • Infraestrutura como serviço (IaaS),
  • Plataforma como serviço (PaaS) e
  • Software como serviço (SaaS).

Escolher o tipo certo de computação em nuvem consiste em conhecer suas necessidades para atingir um nível ideal de controle sem se preocupar com tarefas desnecessárias. A Microsoft define esses tipos da seguinte forma:

Infraestrutura como serviço (IaaS): é a categoria mais básica de serviços de computação em nuvem. Com IaaS, você aluga infraestrutura de TI – servidores e máquinas virtuais (VMs), armazenamento, redes, sistemas operacionais – de um provedor de nuvem com pagamento conforme o uso.

Plataforma como serviço (PaaS): refere-se a serviços de computação em nuvem que fornecem um ambiente sob demanda para desenvolver, testar, entregar e gerenciar aplicativos de software. PaaS é projetado para tornar mais fácil para os desenvolvedores criarem aplicativos web ou móveis rapidamente, sem se preocupar em configurar ou gerenciar a infraestrutura de servidores, armazenamento, rede e bancos de dados necessários para o desenvolvimento.

Software como serviço (SaaS): é um método de entrega de aplicativos de software pela Internet, sob demanda e, normalmente, por assinatura. Com SaaS, os provedores de nuvem hospedam e gerenciam o aplicativo de software e a infraestrutura e lidam com qualquer manutenção, como atualizações de software e patches de segurança. Os usuários se conectam ao aplicativo pela Internet, geralmente com um navegador da web em seu telefone, tablet ou notebook.

Implementações em nuvem

Existem três maneiras diferentes de implantar recursos de computação em nuvem. Eles são conhecidos como: nuvem pública, nuvem privada e nuvem híbrida.

As nuvens públicas pertencem e são operadas por um provedor de serviços em nuvem terceirizado e fornecem recursos de computação como servidores e armazenamento pela Internet usando um navegador da web. Os provedores de nuvem Amazon AWS e Microsoft Azure, são exemplos de nuvem pública.

Uma nuvem privada ou local refere-se a recursos de computação em nuvem usados internamente e exclusivamente por uma única empresa ou organização. A particularidade aqui é que uma nuvem privada pode estar fisicamente localizada no datacenter da empresa, com recursos exclusivos e dedicados a ela.

Uma combinação de nuvens públicas e privadas leva ao que chamamos de nuvem híbrida. A vantagem aqui é que uma nuvem híbrida permite que dados e aplicativos sejam compartilhados entre elas. Ao permitir que dados e aplicativos se movam entre nuvens privadas e públicas, os clientes desfrutam de maior flexibilidade e mais opções de implantação.

Quais critérios usar para decidir por um provedor de nuvem?

Costumeiramente, costuma-se dizer os administradores de negócios não decidem por um provedor de nuvem e sim, por uma estratégia de nuvem para manter a capacidade e flexibilidade de selecionar diferentes serviços de diferentes provedores. Hoje existem vários fornecedores de infraestrutura de nuvem. Eles se tornaram uma alternativa para quem precisa de uma plataforma segura e robusta. A ideia é permitir que as pessoas projetem sua infraestrutura em nuvem de acordo com seus requisitos específicos, seja como um modelo de serviço, uma versão local em ambientes de TI ou como uma variante híbrida. Além disso, todos os modelos de serviço em nuvem, desde Infraestrutura como Serviço (IaaS), Plataforma como Serviço (PaaS) e Software como Serviço (SaaS) e outros, fazem parte de uma plataforma. Tudo isso fica disposto em um catálogo interno de soluções do provedor se nuvem. Alguns catálogos chegam a oferecer mais de 200 soluções, em mais de 30 categorias diferentes, alguns gratuitos e outros sob demanda, bem como a oportunidade de fazer upload também de outros aplicativos e ferramentas de desenvolvimento de forma ágil, simples e segura; tudo isso com suporte pessoal e modelos de preços competitivos, conectividade de API para transferências fáceis e rápidas de desenvolvimentos existentes de ou para outras plataformas de nuvem. Todos esses pontos geram vantagem competitiva para sua empresa, seja em valor agregado, economia de recursos ou agilidade.

Benefícios e preocupações

  • Valor:
    • Experiência do usuário.
    • Foco no cliente e no Alinhamento Estratégico.
  • Objetivos: Flexibilidade e velocidade.
    • Gerenciamento incerto Escopos difíceis de serem definidos.
    • Requisitos incertos ou passíveis de constante alteração, tanto no Piloto e Experimental.
  • Cultura:
    • Foco no Negócio e/ou no produto a ser desenvolvido
    • Próximo do cliente
    • Direcionado pelo planejamento estratégico da organização, assim como pelo planejamento de TI.
  • Requerimentos:
    • Requisitos são incertos e funcionalidades mudam constantemente.
    • Escopo difícil de ser bem definido, principalmente no início do projeto.
    • Capacidade dos ambientes são imprevisíveis.
    • Crescimento ocorre conforme a demanda do negócio.
  • Frequências de mudanças:
    • Alta (Dias ou Semanas),
    • Mudanças rápidas e mais frequentes,
    • Necessidade contínua de deploy em ambientes produtivos.
  • Necessidade de Tecnologias:
    • Tecnologias podem ser imaturas
    • Fornecedores podem ser pequenos ou imaturos,
    • Contratos de curto prazo.
  • Modelo de gerenciamento:
    • Métodos ágeis de gerenciamento de projeto,
    • Práticas e princípios de Dev/Sec/Ops,
    • Gerenciamento e deploy de soluções de maneira automatizada.

Lembre-se: na sua jornada para a nuvem, será necessário avaliar criteriosamente os modelos contratuais dos serviços, principalmente as regras de saída de um provedor de nuvem a fim de evitar o “Lock-in”. Algumas vezes, esse tipo de análise é negligenciado, ao se contratar um serviço em nuvem. Lembre-se de que dificilmente você será um cliente estratégico para um grande provedor de nuvem, seja qual for o tamanho da sua operação. A nuvem é global e tanto faz para o provedor o tamanho de sua organização, pois ele terá tantos outros clientes iguais ou até maiores do que a sua empresa. Por isso a análise do modelo de contratação de um serviço em nuvem passa a ser uma atividade de extrema importância para a TI.

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